terça-feira, 30 de junho de 2009

Os comentários maldosos dele afetam sua auto-estima e pesam na balança.

 

Você não merece ouvir isso!

Ao contrário do que muita gente pensa, a violência contra a mulher não acontece só quando há socos e pontapés. Aquela barbaridade que ele diz e você deixa passar, o comentário maldoso que fere a alma e a indiferença cotidiana também são formas de agressão – que destroem a auto-estima. E podem contribuir para você engordar! Veja como é possível se defender

Televisão ligada no horário nobre. Na tela, Lilia Cabral na pele de Catarina e Jackson Antunes interpretando Leonardo, o marido violento. Mais uma cena da novela A Favorita, da Globo. Mais uma cena que, embora às vezes exagerada, retrata a realidade. Assim como Catarina, muitas mulheres são desprezadas dentro de casa por seus companheiros. Não se sabe ainda como a história da personagem terminará, mas, na vida real, a agressão não precisa ser física para causar estragos. “A violência psicológica é extremamente nociva. Como é invisível, fica mais difícil reconhecê-la e se defender. Apesar de não provocar escoriações, destrói a auto-estima”, diz Tânia Rocha, professora de ciências sociais da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e autora do livro O Preço do Silêncio: Mulheres Ricas Também Sofrem Violência (edições UESB). Com a auto-estima em pedaços, é mais complicado sair de uma relação abusiva. Tem mais: a humilhação verbal abre uma brecha para a violência física. “O tapa aparece subitamente, mas é fruto de uma relação desrespeitosa. A violência é um processo que começa na agressão verbal”, diz a professora.

 

O corpo reage e engorda

Viver sob constante humilhação acarreta vários danos. O relacionamento sofre, a família é colocada em risco, o lar tem papel invertido – em vez de aconchego, representa insegurança. Isso gera descompasso em outras áreas, como na alimentação. Você está infeliz, come mais, engorda, fica menos confiante, torna-se mais vulnerável às críticas, fica infeliz, come mais... “A mulher sente falta de afeto e respeito. Uma das maneiras de apaziguar essa carência é exagerar na comida, que serve para preencher outros vazios”, diz Marco Antonio De Tommaso, psicólogo e consultor da BOA FORMA. Mas exagerar à mesa não é a única forma de descontrole – é apenas a mais visível no espelho. “Você também tende a ficar desatenta no trabalho”, diz Tommaso.

Ao ler um comentário como esse, não há dúvida de que ele é agressivo e desrespeitoso. Mas, na hora em que escuta, a mulher pode se perguntar se ela não está sendo intolerante por associá-lo à violência verbal. Ou se, no fundo, o marido fez apenas uma piada infeliz. “Um dos caminhos que fazem perpetuar a violência é a banalização dos acontecimentos”, diz Tânia Rocha, socióloga. “A vítima se sente mal, fica desconcertada, triste, mas prefere acreditar que o que aconteceu é natural e segue em frente, muitas vezes sem saber que com isso sinaliza que suporta qualquer abuso”, completa.

A auto-estima despenca porque ele diz isso ou ele se sente à vontade para fazer comentários maldosos porque a auto-estima já está lá no pé? Sempre que uma pessoa se sente livre para fazer mal a você é porque seu amor-próprio está lá embaixo. “Quem não confia em si mesma, tem medo de sinalizar para o outro até onde ele pode ir e muitas vezes se convence de que ouviu o que ouviu porque fez alguma coisa errada”, diz Tommaso, psicoterapeuta. Assim, fecha os olhos para o desrespeito e deixa passar. “Com o receio de perder o companheiro e ficar sozinha, tem mulher que tolera qualquer coisa. O parceiro sente essa dependência e a relação sofre.”

 

Desfile de celulite

Estava com meu marido e um casal de amigos. Contava como era grande a loja em que experimentei um biquíni. Aí, meu marido disse: ‘Que bom, assim você teve espaço para fazer um desfile de celulite’. Quase morri de vergonha” Sônia, por e-mail.


Stripper frustrada

Um dia falei ao meu namorado, brincando, que queria trabalhar como stripper. Ele disse que eu passaria fome porque era baixinha, gordinha, tinha barriga e bumbum bem ruinzinhos. Fiquei com a auto-estima lá no pé” Cássia, por e-mail.


Mulher invisível

Não são só as palavras que ferem. Meu namorado é muito ciumento, mas em vez de fazer escândalo ele me ignora. Faz de conta que eu não existo e dorme ao meu lado como se estivesse sozinho na cama” Ana Lúcia, por e-mail.

 

O bate-boca não é a única maneira de vivenciar uma atitude violenta. O silêncio, dependendo da maneira como ele ocorre, também é altamente agressivo. “Imagine um casal em que o marido não olha para a mulher, a ignora e evita ter relações sexuais com ela, noite após noite. Ela vai se sentir pouco atraente, pouco interessante. É uma ação silenciosa, mas agressiva, que desqualifica a parceira”, diz Tommaso. A atitude fere a auto-estima e a mulher fica frágil e insegura. “A indiferença é uma forma de ferir, mas ela é ainda mais difícil de medir do que o abuso verbal, que, por sua vez, é menos evidente que o físico”, diz Tânia. Uma das maneiras de se proteger é estar sempre atenta à relação e não ter medo de se perguntar diariamente: “Esse homem me respeita?” Uma relação a dois precisa disso para se manter. E você, como responde a essa pergunta?

5 lições para se proteger

 

1. Ser ofendida não é natural
Se você sentiu-se mal por algum comentário do seu marido, considere que você tem um problema e pense em como resolvê-lo. Pior ainda se isso acontecer de modo constante. O natural e esperado é uma relação com carinho e afeto.
2. Seja assertiva, converse
Não tenha receio de expor o seu ponto de vista e o seu descontentamento. Quando você se mostra confiante, a outra pessoa tende a respeitá-la.
3. Não tenha medo de ficar só
Foque no seu bem-estar e não deixe de tomar uma atitude por receio de ser abandonada. Se isso acontecer, pense bem: talvez você saia ganhando.
4. Tenha com quem compartilhar
Busque uma rede de apoio, pode ser a família, os amigos. Explique como se sente e permita que as pessoas a acolham. Isso vai fortalecê-la.
5. Cuide da auto-estima
De novo ela. Quando você gosta de si mesma, não tolera violência. Por isso, cuide-se, faça o que gosta, aceite-se e ganhe o respeito das outras pessoas.

 

Contra a violência

pulseira da atitude

A atriz americana Reese Whitherspoon também está engajada no combate à violência. Ela é embaixatriz da campanha Fale Sem Medo – Não à Violência Doméstica, da Avon. “É chocante que 1 bilhão de mulheres no mundo inteiro – uma em cada três – sejam afetadas pela violência em algum momento de suas vidas. Na América Latina, entre 30 e 40% das mulheres com mais de 15 anos já sofreram algum tipo de agressão dentro da própria família”, diz Reese.

pulseira da atitude

A atriz esteve no Brasil recentemente para fazer o lançamento da pulseira da atitude, símbolo da campanha. Com esse acessório, a Avon pretende arrecadar 500 mil reais no país, que serão doados ao Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Mulheres (Unifem). A pulseira custa 5 reais e 4,05 reais serão revertidos em benefício da causa.
* Os nomes foram trocados para preservar a identidade das leitoras.

 

Fonte:  Site da Revista Boa Forma - http://boaforma.abril.com.br/

Matéria escrita por Marjorie Umeda

Um comentário:

  1. OI EU SOFRE DE AUTO ESTIMA BAIXO POR QUE SOU MUITO MAGRA NÃO TENHO VONTADE DE SAIR E IR PARA ESCOLA ESSE ANO FOI O PIOR ANO DA MINHA VIDA TA DANDO TUDO ERRADO ESTOU SOZINHA NA ESCOLA EXCLUÍDA INDA MAIS NA HORA DE FAZER TRABALHO E APRESENTA EU TRAVO ISSO ME DEIXA RUIM EU POR SÓ EU NÃO CONSIGO FICO MAU PARECE QUE AS PESSOAS OLHA COM CARA DE QUE SOU INCAPAZ DE FAZER EU CHOREI MUITO HOJE TO PÉSSIMA SABE QUE É A SALA TODA RI DO SEU TRABALHO POR QUE AS PESSOAS DO MEU GRUPO NÃO ESTUDOU SÓ EU TAVA NA PONTA DA LÍNGUA O QUE FALA MAIS ELES FALARAM MUITA PESTEIRA EU FIQUEI TÃO NERVOSA QUE TRAVEI NA MINHA HORA ME SENTI ENCOPETENTE COMO EM TODO TRABALHO

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