sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dance e sinta a diferença

 

Que tal deixar-se embalar pelo ritmo da sua intuição e envolver-se na dança da vida? Dançando, integramos corpo, mente e espírito numa completa sinergia

 

Dançar faz um bem danado!
E não estamos falando de coreografias complexas, mas daquele ato simples e natural de movimentar o corpo de acordo
com o ritmo, seja ele qual for (pode
até ser a música da chuva). Aliás, nossos antepassados já usavam a dança como instrumento de comunicação com seu semelhante, com a natureza e com o divino. Dançando, tribos primitivas promoviam a integração de sua comunidade, agradeciam aos deuses o provento da agricultura ou a caça bem-sucedida, despediam-se dos mortos ou davam as boas-vindas aos recém-nascidos. Precisamos resgatar os prazeres e a vontade de dançar. Permita-se embalar pelo ritmo da vida, sentindo a pulsação e a respiração, explorando o movimento dos músculos. Você verá que a dança é capaz de dar mais graça e leveza à vida, mais harmonia e equilíbrio à mente, mais energia e flexibilidade ao corpo.

Não importa se você tem 8 ou 80 anos, dançar faz bem! Se você busca uma atividade física prazerosa e que renda dividendos a sua saúde, a dança é uma excelente escolha. O melhor é que você pode colher bons frutos durante todas as fases da vida! A dança ainda é capaz de agregar gerações:
mães, filhas e avós só têm a ganhar!

Dançar desenvolve
A dança promove não apenas o desenvolvimento físico e a coordenação
motora, mas também a socialização e senso de disciplina, especialmente
quando praticada desde os primeiros anos de vida. É na infância que meninas a partir dos dois anos de idade começam a dar os primeiros passos de balé, influenciadas por mães e avós fascinadas com o glamour em
torno das bailarinas e a história desta arte.

Mas os benefícios podem ser transformados em prejuízos caso a criança não seja orientada corretamente. Algumas vezes, os pais têm aspirações competitivas e exigem que as crianças se portem como “profissionais”. Se este for o objetivo, é importante buscar uma orientação multidisciplinar, pois este treinamento certamente terá impacto em outras esferas da vida da criança, podendo prejudicar o seu desempenho escolar, como alterar o ritmo do seu desenvolvimento e, até mesmo, diminuir o seu potencial de crescimento.

Dançar sociabiliza
Integração e diversão são os principais benefícios da dança na adolescência.
Afinal, em plena fase de desenvolvimento e potencial físico, a jovem precisa
de uma “válvula de escape”, uma atividade em que ela possa extravasar
seu caldeirão de emoções de forma saudável. E a dança é capaz de proporcionar um momento de prazer e liberdade de movimento, pois é uma atividade lúdica. Como são muito influenciadas pelas amigas e pela mídia, suas escolhas têm a ver com seus ídolos e com o que “está na moda”. Por isso, gêneros como o street dance e o jazz são boas opções.

Além de exigirem um pouco mais do corpo, são os estilos de dança que as
garotas assistem nos videoclipes. Para acompanhar a demanda escolar, que nesta fase é bastante intensa, além de não sobrecarregar a jovem, é importante buscar o equilíbrio. Caso contrário, além de prejudicar o
desempenho escolar, pode causar frustração.

Dançar fortalece
Depois dos 20 anos, manter a boa forma e o estresse bem longe é o desejo
da maioria das mulheres que buscam a dança como alternativa para fugir do sedentarismo. Por isso, condicionamento físico e queima calórica são itens levados em conta no momento da decisão. Mas, acima de tudo, buscam uma atividade física lúdica e prazerosa, que não seja monótona nem cansativa. Portanto, se você já dançou outrora ou sempre quis e nunca teve oportunidade, este é o momento.

A dança é uma atividade cardiovascular, que pode proporcionar um gasto calórico entre 350 e 700 calorias por hora de atividade, dependendo
da exigência da coreografia e do desempenho da aluna. E deve ser praticada de 2 a 3 vezes por semana, combinado com algum trabalho de fortalecimento muscular.

Dançar reintegra
Para aquelas que já chegaram à “melhor idade” e gostam de se sentir
entre amigos, especialmente para relembrar os bons momentos de outrora,
as danças de salão são as mais procuradas. Também é considerada uma
atividade segura, item muito valorizado nesta fase. Entretanto, um dos maiores benefícios da dança para essas mulheres não está diretamente relacionada ao corpo, mas sim, ao cérebro.

Estudos recentes revelaram que, para manter a saúde do cérebro nessa fase da vida, aprender uma atividade nova contribui para estimular as conexões neurais, em outras palavras,
mantém o cérebro ativo e a memória preservada.“Aprender a dançar algo que você nunca dançou antes promove um estímulo neuromuscular, que reaviva as ramificações cerebrais adormecidas, estimulando o cérebro a voltar a aprender”, afirma Saturno Souza, diretor técnico da Academia Bio Ritmo (SP).

Em outras palavras, para manter a saúde do corpo e da mente, precisamos
estar em contínuo aprendizado. E a dança pode proporcionar isso! Uma
hora por dia, 2 a 3 vezes por semana, associado a um trabalho de fortalecimento muscular, contribui para que você consiga ter todos esses benefícios

“O poder da arte”
Dançando é possível ter saúde física, emocional e mental, graças aos
seus movimentos expressivos, harmônicos e repletos de significados. “A
procura por uma aula de dança muitas vezes se inicia para um melhoramento do corpo e da saúde em si, mas também é um objeto essencial para o aprimoramento da mente, ajudando no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal de cada um”, destaca a coreógrafa Fernanda Payão.

 

Por Cínthia Ceribelli

Fonte: Revista Vitta/ed.1

Foto:Símbolo Imagens

Fonte: http://itodas.uol.com.br/

 

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