sexta-feira, 2 de setembro de 2011

É óleo, mas emagrece

oleo-emagrece

Os óleos funcionais estão em alta. Isso é ótimo! Consumidos na medida certa, dão uma boa força na perda de peso. Também protegem o coração e amenizam os sintomas da TPM, além de deixar a pele mais bonita!

Por Eliane Contreras

 

Por que ajuda a emagrecer?
Óleo é gordura. E gordura é megacalórica (tem 9 calorias em 1 grama). Portanto engorda, certo? Nem sempre! Os óleos funcionais, provenientes de sementes e de frutas oleaginosas (linhaça, gergelim, castanha-do-pará, macadâmia e amêndoa), facilitam a perda de peso. Mas, antes de achar que essa notícia é loucura, vamos aos dados científicos. Um estudo realizado pela Universidade de Navarra, na Espanha, mostrou que, por conter ômegas 3, 6 e 9, os óleos funcionais são anti-inflamatórios - ação que ajuda a regular os hormônios. Na prática, o que você sente: ciclo menstrual equilibrado, TPM mais suave, menos inchaço e menor propensão em acumular gordura na barriga (yes!).

Outra vantagem é a gordura insaturada, considerada nobre e em evidência nesses óleos. "Esse tipo de gordura dá aos óleos o poder de promover uma faxina nas artérias, além de manter o colesterol ruim em baixa e o bom em alta", explica Lucyanna Kalluf, nutricionista e farmacêutica do Instituto de Prevenção Personalizada, em São Paulo. Conclusão: o coração também fica protegido.

E os óleos de milho, soja e canola? Assim como os de sementes e de frutas oleaginosas, eles são fonte de gordura boa e, portanto, ótimas opções para uso culinário. Mas atenção: não têm as mesmas propriedades terapêuticas. O óleo de coco é exceção. "É um óleo com ação termogênica, ou seja, capaz de acelerar a queima de gordura", diz Lucyanna.

Quer mais um motivo para apostar nesses produtos? Funcionam como um tratamento de beleza. Ricos em vitamina E, um poderoso antioxidante, combatem os radicais livres - inimigos da pele lisa e iluminada. Ok, você vai estranhar o preço. Eles custam até três vezes mais que um óleo comum. Mas pequenas doses já garantem os benefícios e dão um sabor acentuado na comida. Agora conheça melhor o perfil dos óleos funcionais e saiba a dose certa para obter o melhor de cada um deles.

Máximo de benefícios

Acertar na quantidade é regra básica para que você transforme os óleos funcionais em aliados da dieta. Mas há outro detalhe importante: nunca aquecê-los. "Prensados a frio, eles preservam as propriedades terapêuticas. Mas isso muda quando submetidos ao calor. As substâncias boas, por exemplo, viram acroleína - um componente tóxico com potencial cancerígeno", explica Flávia Morais, nutricionista da rede Mundo Verde, de São Paulo. Também procure adotar dois ou três tipos de óleo para alternar o uso semanalmente.

Em cápsula

Alguns óleos são considerados fitoterápicos, ou seja, funcionam como um medicamento natural. Por isso, são comercializados em cápsulas e vendidos em farmácias, como os óleos de prímula e borragem. São duas opções com ácido graxo essencial gama-linolênico (GLA), substância capaz de regular os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona, aliviando a dor de cabeça e a irritação típicas da TPM . "O GLA também tem ação adistringente, ajudando a eliminar as toxinas e reduzir o  inchaço", afirma a nutricionista Lucyanna. É contraindicado apenas para quem tem epilepsia. Mas,  por ser um fitoterápico, o ideal é que a recomendação de uso seja feita por um médico ou  nutricionista.

No mercado

Os óleos funcionais são facilmente encontrados em supermercados e lojas de produtos naturais:

Coco, Copra. Pote (200 ml), 15 reais.
Linhaça dourada, Lino Oil. Garrafinha (250 ml), 16 reais.
Gergelim, Pazze. Garrafinha (250 ml), 22,80 reais.
Girassol, Giroil. Garrafinha (250 ml), 23 reais.
Macadâmia, Pazze. Garrafinha (250 ml), 30 reais.
Castanha-do-pará, Vital Âtman. Garrafina (250 ml), 62,90 reais.
Amêndoa doce, Vital Âtman. Garrafinha (250 ml), 65 reais.

 

O potencial de cada óleo

Todos eles têm o poder de facilitar a perda de peso. Mas cada um tem sua particularidade: um tipo de fibra especial, um componente que mantém as toxinas à distância...

GERGELIM: feito da sementinha branca, amarela, vermelha ou preta, carrega ômegas 6 e 9 - ácidos graxos que combatem a inflamação das células, deixando você menos resistente à perda de peso. Só ele tem sesamol. "Essa substância protege o fígado de processos oxidativos", diz o nutrólogo José Irineu Golbspan, de Porto Alegre. Isso significa menor risco de o organismo acumular toxinas e gordura. As lignanas, um tipo de fibra que ajuda a reduzir o colesterol ruim, também são destaque nesse óleo. Como usar: uma colher de sopa do óleo puro, ainda em jejum. Pela manhã, ele oferece o benefício de lubrificar o intestino, que passa a funcionar melhor.  Também vai bem na salada de folhas verdes ou de grãos e em molhos orientais.

MACADÂMIA: é uma ótima fonte de ômega 9, capaz de reduzir o açúcar no sangue - ação que amansa a fome e o risco de o organismo estocar gordura. Essa mesma substância dá ao óleo o poder de promover a quebra das células de gordura perigosa ao fígado e ao coração. Também tem ômega 7 - um ácido graxo presente naturalmente no organismo e essencial para manter a pele jovem. Mas, por volta dos 30 anos, ele deixa de ser produzido na mesma quantidade e a reposição com os alimentos passa a ser ainda mais valiosa. Como usar:duas colheres de sobremesa por dia na salada.

LINHAÇA: extraído da semente dourada ou marrom, é campeão em ômega 3 - tem quase 60% desse ácido graxo, o dobro da dose encontrada no óleo de salmão, aclamado como a grande fonte dessa gordura boa. E o que esse nutriente tem a ver com perda de peso? Reduz os processos inflamatórios, dificultando a formação de depósitos de gordura. Outra ação: "Melhora o equilíbrio da glicose no sangue, o que  reduz a produção exagerada de insulina", explica Lucyanna. Isso prolonga a sensação de saciedade, evitando que você exagere nas calorias. Como usar: duas colheres de sopa por dia na salada, associado ao azeite de oliva para melhorar o sabor.

CASTANHA-DOPARÁ: é um dos mais nutritivos. Além das substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes aliadas do corpo enxuto, ele tem cálcio, fósforo, magnésio, potássio, cobre - nutrientes bons para a manutenção dos músculos, dentes e ossos. "Também é fonte de vitaminas A, C e E, que participam da renovação e manutenção celular", afirma Golbspan. Mas o bom moço dessa história é o selênio. Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, concluíram que o mineral ajuda a prevenir o câncer e a proteger o coração. Como usar: uma colher de sopa por dia no peixe, no frango grelhado ou na verdura refogada, sempre depois de prontos.

AMÊNDOA DOCE: não confunda com aquele óleo cheiroso, que você compra na farmácia para passar na pele. Essa versão, própria para consumo, é rica em vitamina E. Por isso ajuda a combater os radicais livres - moléculas que se ligam às células de gordura, dificultando a perda de peso. Na comida, ele também contribui ainda para que a pele fique mais lisinha. Como usar: até três colheres
de chá ao dia. Adocicado, combina bem com saladas e frutas, como manga, pêssego e melão, ou no doce.

GIRASSOL: esse óleo ajuda a amansar  a fissura em doce. O segredo? Contém triptofano, precursor da serotonina - hormônio que dá uma levantada no humor. E, bem humorada, você tende a esquecer do chocolate e da goiabada. Mas é a presença de magnésio e selênio que mais chama a atenção dos especialistas. "Os estudos sugerem uma relação inversa entre a ingestão dessa dupla de minerais e a incidência de câncer, provavelmente por induzirem reparos no DNA", afirma Golbspan. O selênio e o magnésio também equilibram a pressão alta e previnem crises de enxaquecas. Como usar: duas colheres de sopa por dia em pratos salgados, como massas e ensopados, sempre depois de prontos.

COCO: apesar de não ser um óleo extraído de sementes nem frutas oleaginosas, está sendo bem cotado contra os quilinhos a mais. Uma pesquisa da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, provou que aliar o óleo de coco a uma dieta de baixa caloria derrete sete vezes mais a gordura da barriga. Isso porque ele age contra essas inimigas de diferentes formas: aumenta a saciedade, reduz a liberação exagerada de insulina, melhora  o funcionamento do intestino e acelera a queima de gordura. Tem mais: "O consumo do óleo de coco reduz a compulsão a carboidratos, especialmente doces", diz Lucyanna. Para quem tem receio do produto engordar, é bom saber: ele é fonte de TCM (triglicerídeos de cadeia média). "Quando chegam  ao fígado, essas substâncias viram energia rapidamente e, por isso, não são acumuladas na forma de gordura". Ah, detalhe: pode substituir outros óleos no preparo da comida. Mesmo submetido ao calor intenso, a gordura não satura e as propriedades terapêuticas são mantidas intactas. Como usar: até duas colheres de sobremesa por dia, no preparo dos alimentos em substituição ao óleo comum, ou cru batido no suco, no iogurte ou shake.

 

Fonte: http://boaforma.abril.com.br

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