quinta-feira, 24 de maio de 2012

Programe seu cérebro e afine já !

Pode acreditar, pensamentos positivos e frases de força e otimismo fazem o corpo agir a seu favor, libertando-a, definitivamente, da escravidão das dietas!

"engordei, mas sei que posso voltar ao peso em que me sinto bem"

Você fecha a boca por alguns dias, faz promessa para a sua santa de devoção e realiza cálculos mirabolantes com o calendário nas mãos para chegar magra até um determinado evento. Como se não bastasse toda essa pressão, ainda fica colocando em xeque a sua capacidade de alcançar o peso ideal, além de não poupar críticas e agressões a si mesma, por estar nesta situação. Ora, com todo esse sofrimento e baixo-astral, torna-se muito difícil não só emagrecer, mas também continuar magra. Afinal, ninguém agüenta tamanha tortura por muito tempo, certo? Acredite: nós não somos apenas o que comemos, mas também o que pensamos e falamos. Por isso, cuidado com o que pensa e fala quando o assunto é perder peso. Não adianta contar com milagres, para emagrecer, é preciso alterar alguns padrões. E lutar contra essa exigência é perda de tempo. Você pode até eliminar alguns quilos, mas eles voltam, pois a forma como se coloca diante do problema (excesso de peso) continua a mesma.

Uma ferramenta para ajudar nesta mudança de padrões, vem ganhando força nos últimos tempos: é a Programação Neurolingüistica (PNL). Criada na década de 60, dentro de uma universidade de Psicologia, na Califórnia, EUA, a técnica surgiu com base no que havia em comum em diferentes métodos terapêuticos e com o objetivo de desenvolver estratégias eficazes e decisivas, para levar o indivíduo à excelência em áreas como trabalho, educação e saúde. Por isso tem sido muito útil para pessoas que buscam o emagrecimento.

Mudando o discurso

Veja alguns exemplos de frases que, segundo os profissionais de PNL, são mal-empregadas e como podemos substituí-las por outras mais encorajadoras e eficientes

1- em vez de: "eu não posso" e "eu não consigo" Prefira: "eu não quero"

Explicação: "As primeiras frases indicam que a pessoa não está se posicionando diante de uma situação. Ela não está suficientemente determinada e cria justificativas. A troca sugerida significa que ela substituiu a vulnerabilidade pela decisão. Em uma reunião de amigos, por exemplo, ao dizer que não pode comer determinado alimento, abre espaço para todo tipo de interrogatório: ´Não pode por quê?ʼ, ʻ Está doente?ʼ etc. Ao dizer um simples NÃO, obrigada, toma uma atitude firme e sem dar margem a especulações", explica Karim Khoury.

2- Em vez de: "eu deveria" Prefira: "eu poderia"

Explicação: A primeira frase passa a idéia de obrigação e sacrifício. Ao dizermos "eu devo emagrecer", bate automaticamente uma sensação de culpa pelos descuidos que nos permitimos e de penitência. Mas, quando trocamos por "eu posso emagrecer", assumimos o poder sobre a situação. Trata-se de uma afirmação que demonstra liberdade de escolha.

3- Em vez de: "engordei porque perdi o namorado, parei de fumar ou estou com problemas no trabalho"
Prefira: "engordei"

Explicação: ficar arrumando justificativas não ajuda em nada, apenas livra a pessoa de responsabilidade. Responder pelos próprios atos, no caso, pelo excesso de peso, é um grande passo para o emagrecimento. Por outro lado, ficar se apoiando em desculpas só vai reduzir ainda mais o seu poder de mudança. O que você prefere: bancar a coitadinha ou ficar em forma?

4- Em vez de: "perder peso é um grande problema para mim. Sempre emagreço e volto a engordar" Prefira: "atingir o peso ideal é um processo e uma oportunidade para que eu melhore a minha qualidade de vida"

Explicação: Aqui, temos mais um sinal de auto-sabotagem. "Com a primeira afirmação, o inconsciente tem como registro todas as tentativas fracassadas; portanto, de nada vai adiantar um recomeço. Os resultados seriam apenas temporários. Já, na segunda, a palavra ʻprocessoʼ mobiliza o inconsciente para uma série de ações progressivas e com uma direção definida. Isso pressupõe paciência, algumas tentativas e empenho. E o termo ʻoportunidadeʼ sugere algo que traz benefícios", afirma Karim.

5- Em vez de: "espero que dê certo" Prefira: "eu sei que vai dar certo"

Explicação: Quando dizemos "eu espero" deixamos claro que há dúvidas e uma chance pequena de que algo aconteça. Mas, ao trocarmos por "eu sei", revela uma certa força na afirmação, um grande otimismo; é a troca da dúvida pela certeza. Dessa forma, dificilmente nos permitimos entregar os pontos e somos impulsinonadas a fazer de tudo para alcançar um objetivo. Passamos, sobretudo, a nos apoiar nas vitórias, além de aumentar nosso ânimo.

6- Em vez de: "engordei, e agora?" Prefira: "engordei, mas sei que posso voltar ao peso em que me sinto bem"

Explicação: A grande dúvida, transmitida na primeira frase, é cercada por medo e uma boa dose de pessimismo. Como a solução não vai cair do céu e ninguém resolverá o problema por você, não tem jeito, não dá para se esconder. É preciso encarar a situação de frente

7- Em vez de: "eu sou gorda" Prefira: "eu estou gorda".

Explicação: Ser gordo é algo definitivo, mas estar gordo não, pois pode ser temporário. Na segunda frase, enxergamos uma possibilidade de mudar, de sair da condição de gordo. Quando a escutamos, temos a sensação de que se trata de um problema que pode ser resolvido a qualquer momento, basta que atitudes corretas sejam tomadas.

8- Em vez de: "preciso perder peso" Prefira: "quero emagrecer para ter satisfação" explicação: Segundo Márcia Dolores, essa troca facilita e ajuda a pessoa a persistir e a manter o peso. "Isto acontece porque a palavra ʻperderʼ nos remete a sofrimento e privação. Ninguém quer perder nada", comenta.

Segundo Karim Khoury, trainer em programação neurolingüística peela Sociedade Brasileira de PNL, muitos dos comportamentos são in- conscientes, incluindo os alimentares. A boa notícia, no entanto, é que é possível reprogramar práticas que dificultam a redução e a manutenção do peso alcançado. "Em geral, essa instabilidade na silhueta é resultado de comportamentos alimentares automatizados. Mas podemos mudar atitudes e crenças que nos impedem de atingir nossos objetivos", comenta o terapeuta.

 

Pense e faça acontecer

A PNL defende o famoso conceito de que corpo e mente devem caminhar jun- tos. Ou seja, não adianta, por exem- plo, tomar remédio para emagrecer e depositar nele toda a responsabilidade para acabar de vez com o excesso de gordura. Também não adianta se matricular na academia e fazer uma dieta e ficar se lamentando ou dizendo que você não consegue ou não é capaz de atingir seu objetivo. O ideal é escolher as opções de dieta e atividade física que mais se aproximam da sua realidade e fornecer para o seu cérebro idéias fortes e positivas de sucesso, como por exemplo, acreditar em um bom desempenho porque você se dedica e sente prazer em estar com saúde e em boa forma. "As mudanças precisam respeitar nossos valores, senão tornam-se agressivas para a dinâmica de qualquer um", avisa Márcia Dolores Resende, psicóloga e diretora do Instituto Saber Ser, de São Paulo.

Depois que descobriu a PNL, a gerente administrativa Edilene Apa-recida Peres, de 38 anos, de Santos, SP, passou por uma grande transformação em sua vida. "Ao perceber que as mudanças começavam em mim e reconhecer a importância de me livrar de comportamentos que me impediam de seguir em frente, tudo mudou. Além de emagrecer 15 quilos, minha auto-estima aumentou e a vida social e profissional melhorou bastante", conta.

Assumindo os próprios atos

Antes que você pense em lavagem cerebral ou qualquer coisa do tipo, saiba que a PNL não impõe regras. Ninguém vai jogá-la na fogueira, caso cometa deslizes ou tenha recaídas. "A proposta não é manipular estados emocionais, anulando o que a pessoa sente, mas fornecer elementos para que ela adquira liberdade emocional e melhore a sua qualidade de vida. Um dos pressupostos básicos do método é que, em cada situação, o indivíduo age sempre da melhor forma possível, com os recursos de que dispõe no momento", comenta Karim Khoury.

Foi o que aprendeu a estudante Luísa Ramos Rodrigues, de 18 anos, de Piracicaba, SP. "Cresci ouvindo que não poderia deixar comida no prato. E, como sou de uma família italiana, boa de garfo e que adora uma mesa farta, não é difícil imaginar que as gordurinhas a mais surgiram cedo. Fiz vários regimes, mas sempre emagrecia e voltava e engordar. Aos 17 anos conheci a PNL e descobri como utilizar o controle que estava em minhas mãos e eu nem me dava conta. Abandonei a idéia de emagre- cer para algum período ou even- to e passei a pen- sar em emagreci- mento como uma mudança de hábi- to para o resto da vida. O melhor é que o equilíbrio que adquiri aca- bou servindo não só para me ajudar a eliminar o excesso de peso, mas para tudo que desejo conquistar", conta.

Tenha foco
Apesar da flexibilida- de do método, vale lembrar que você tem um objetivo a alcançar. Então, ao cometer um deslize, não dá para ficar se apoiando em desculpas ou fugir da raia. "Quando decidir abusar na comi- da, por exemplo, assuma a responsabi- lidade. Ao admitir seus atos, você se coloca numa posição forte, de poder."

Por exemplo, se resolveu dar o cano na aula de ginástica ou não conseguiu sair mais cedo da cama para a sua cami- nhada diária, evite o discurso: "eu não fui porque o tempo estava ruim" ou "eu não fui porque o trabalho está me deixando muito estressada". Limite- se a um "eu não fui porque não quis". Percebe como desta forma você garan- te o domínio da situação? Caso contrá- rio, se as primeiras justificativas se tor- narem uma verdade para você, ao sinal de uma nuvem mais escura no céu ou de um dia puxado no trabalho, o seu treino vai por água abaixo. Dispense as justificativa e vá em frente.

Caminhos do bem
O curso de PNL conta com três programas:

1. Practitioner Neste programa são abordados temas como formulação de objetivos, infl uência da comunicação sobre os outros e técnicas para mudanças de crenças e comportamento e autodesenvolvimento.

2. Master Aqui, o processo de modelagem e mudança de crenças é abordado com maior profundidade.

3. Trainer Esta etapa ensina a técnica eficientepara a transferência do conhecimento adquirido a outra pessoa.

Outra opção é o coaching
Trata-se de um processo de desenvolvimento, que ajuda a melhorar a performance e a qualidade de vida. "O coaching oferece tarefas para avaliar os resultados alcançados. Pode usar diversas técnicas, até mesmo a PNL, para ajudar o cliente a atingir determinado resultado, como, por exemplo, o emagrecimento e o controle da compulsão alimentar", comenta a terapeuta Karm Khoury. Tudo isso funcionaria como uma opção mais rápida, pragmática e prazerosa à tradicional terapia.

O poder das palavras

Quando o assunto é o excesso de peso que car- regamos ou a nossa capacidade de emagrecer, nem sempre somos muito cuidadosas ao escolher as palavras. É muito comum adotarmos frases pessi- mistas ou que, de certa forma, nos agridem ou diminuem a nossa capacidade de mudar, algo do tipo "não posso", "não consigo" ou "sou um fracasso". Segundo Márcia Dolores, ao agirmos assim, acabamos fortalecendo um úni- co projeto: o de continuar engordando. "Se o cérebro tem um caminho me- lhor, ele vai por este lado. Precisamos, portanto, buscar alternativas positi- vas, que, por sua vez, podem interfe- rir na maneira como o pensamento é estruturado", comenta.

Ninguém está dizendo que, só de usar frases mais otimistas, você irá emagrecer. É óbvio que isto depende de outros fatores, como alimentação equilibrada e prática regular de ativi- dade física. Mas, esta técnica, defendi- da pela PNL, é mais uma de suas armas para ajudá-la a se manter firme num processo de mudança. E mais: sem ficar se colocando lá embaixo, ques- tionando a própria capacidade, nem fazendo previsões pessimistas. "As pa- lavras exercem influência sobre o nos- sos sentimentos e comportamentos.

Por esse motivo, precisamos tomar muito cuidado ao empregá-las, pois da mesma forma como elas podem ser motivadoras, também se tornam obstáculos para alcançarmos os nos- sos objetivos", completa Karim.

 

FONTE: Por Françoise Gregório

http://dietaja.locaweb.com.br

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