quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cinco perguntas-chave para emagrecer mais rápido

Acabar com o excesso de peso nem sempre se resume a reduzir porções de comida e fazer exercícios. Desequilíbrios relativamente frequentes podem boicotar o sonho de uma barriga chapada. Por isso, conheça questões cruciais de saúde que você deve discutir com seu médico ao ingressar em um programa de emagrecimento

A receita para emagrecer parece simples. Em regra, ingerir menos calorias do que se gasta seria o suficiente para exterminar as dobrinhas indesejadas. Mas o organismo, em sua complexidade, necessita de equilíbrio em uma gama de hormônios e mecanismos fisiológicos para que o gasto energético se dê de maneira eficiente. "E qualquer alteração nesse sistema pode, sim, empacar o objetivo de enxugar a cintura", confirma o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
Pensando nesse impasse, a Sociedade Americana dos Médicos Bariátricos acaba de divulgar um alerta com cinco questões que devem ser discutidas com um especialista na hora de traçar uma estratégia para afinar a silhueta. As perguntas abordam desde a aptidão de o indivíduo se exercitar até problemas de saúde que podem contribuir para a manutenção dos quilos a mais.
É claro que a investigação desses cinco pontos-chave ficará a critério do médico, com base na análise do seu histórico. Em caso de suspeita, muitas vezes ele poderá lançar mão de exames de sangue ou até de imagem. "Mulheres obesas e com casos de doença de tireoide na família, por exemplo, são mais propensas a distúrbios hormonais. Por isso devem ter suas taxas avaliadas e, se necessário, se submeter a um ultrassom da glândula", exemplifica Zilli. "Já aos pacientes diabéticos que não costumam se expor ao sol, podemos solicitar a dosagem de vitamina D, envolvida no controle dos níveis de açúcar no sangue", continua a nutricionista Ligia Martini, da Universidade de São Paulo. Tenha em mente que esses pequenos desajustes são obstáculos na batalha contra o sobrepeso. E resolvê-los pode acelerar à beça a conquista de um novo corpo.

1. SERÁ QUE ESTOU PRONTO PARA UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS REALMENTE EFICAZ PARA QUEIMAR CALORIAS?
Para ingressar na atividade física, não basta levantar do sofá e se matar de correr na esteira. O sobrepeso acarreta problemas que precisam ser levados em conta antes do início do treino. "O indivíduo obeso deve passar por uma consulta médica que identifique lesões ortopédicas — principalmente artrose nos joelhos e quadris —, hipertensão e outras doenças cardiovasculares", avisa o bioquímico Roberto Burini, coordenador do Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo.
Outra precaução importante é uma análise postural, realizada por um fisioterapeuta ou educador físico. "A obesidade modifica o centro de gravidade do corpo, acarretando encurtamentos musculares, dores e sobrecarga nas articulações", justifica Burini. Só então, com base nas eventuais limitações diagnosticadas, os especialistas definem o treinamento mais adequado, com adaptações seguras que favoreçam pra valer o gasto calórico. Com o coração em ordem e os músculos devidamente alongados, fortalecidos e protegidos, a meta é aumentar a intensidade do exercício aos poucos, até atingir, pelo menos, 30 minutos diários de uma caminhada rápida, por exemplo.

A própria obesidade ou certos hábitos dos gordinhos podem favorecer uma deficiência de vitamina D e a resistência à insulina — condições que, por sua vez, dificultam ainda mais a eliminação dos quilos excedentes

2. TENHO RESISTÊNCIA À INSULINA?
Muito comum em pessoas acima do peso, essa disfunção destrambelha todo o metabolismo. Em situações normais, a insulina, hormônio secretado pelo pâncreas, coloca o açúcar para dentro das células, transformando-o em energia. Mas os quilos extras impedem a substância de se conectar direito aos receptores celulares e, dessa forma, realizar seu trabalho. "Aí, o pâncreas passa a fabricar mais insulina, e a quantidade excessiva do hormônio promove o acúmulo de gordura nos tecidos", explica o endocrinologista Renato Zilli. Sem contar que a insulina é responsável por enviar sinais de saciedade para o cérebro. Por isso, quando ela não consegue agir corretamente, a consequência é uma fome desenfreada.
A atividade física aeróbica é a primeira sugestão para contornar o problema. "Meia hora de exercícios mantém os níveis do hormônio reduzidos por até 24 horas", garante Zilli. "Outra dica é controlar o índice glicêmico (IG) dos alimentos, isto é, optar por aqueles que são mais lentamente absorvidos pelo corpo, como os cereais e pães integrais", recomenda a endocrinologista Sandra Villares, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. As formas de preparo da comida também devem ser levadas em conta. "A cenoura cozida, por exemplo, apresenta um IG alto, enquanto na crua ele é bem baixo", afirma. Acesse www.revistasaude.com.br e conheça outras estratégias culinárias como essa.

3. COMO ESTÃO MEUS NÍVEIS DE VITAMINA D?
Descobertas recentes dão conta de que o nutriente interfere na briga com a balança. Pesquisadores da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, dividiram 61 mulheres em dois grupos, e cada um deveria aderir a uma dieta pobre em calorias, sendo uma delas fortificada com vitamina D e a outra cheia de verduras e frutas. "Ao final de duas semanas, notamos uma tendência muito maior de perder peso em quem ingeriu a vitamina", conta a SAÚDE Rosa Ortega, líder do experimento.
Já se sabe que a maior parte da vitamina D é produzida no organismo a partir do estímulo dos raios solares. "Acontece que as pessoas acima do peso, envergonhadas e com baixa auto-estima, tendem a cobrir mais o corpo e a fazer menos atividades ao ar livre, o que prejudicaria a fabricação da substância", especula Ligia Martini. "Só que a vitamina D participa da secreção da insulina e favorece sua ação de transformar açúcar em energia", explica a nutricionista. A carência do nutriente, portanto, atrapalharia o gasto energético.
Se o médico suspeitar de deficiência, a solução é simples. "Aumente o consumo de alimentos fortificados com a vitamina, como alguns leites e iogurtes, além de peixes e cereais integrais", ensina a pesquisadora. E o principal: faça uma caminhada diária a céu aberto, por pelo menos 15 minutos, com braços e pernas descobertos.

4. QUAIS DOS MEUS HÁBITOS PODEM SABOTAR MEU ESFORÇO PARA REDUZIR AS MEDIDAS?

Viver estressado, acredite, é um atentado à boa forma. "O cortisol, hormônio liberado pela glândula suprarrenal, é produzido em maior quantidade quando estamos sob tensão. E uma de suas funções é induzir a economia de gordura", explica o psiquiatra Arthur Kaufman, coordenador do Projeto de Atendimento ao Obeso do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ou seja, o corpo deixa de derretê- la toda vez que precisa de energia. Sem contar que muita gente desconta o nervosismo na geladeira. O melhor, segundo o médico, é buscar válvulas de escape, como ioga, dança, leitura de um livro ou outra atividade de lazer.
livro ou outra atividade de lazer. Ficar em jejum por muito tempo ou comer fora de hora são outros costumes de quem vive no maior nervosismo e que são capazes de empacar o emagrecimento. "O ideal é se alimentar de três em três horas, mastigando bem, para promover saciedade e manter estáveis os níveis de insulina, evitando picos típicos da abstinência, os quais levam ao acúmulo de gordura", ensina Renato Zilli. "Além disso, deve-se dormir direito e evitar petiscos na madrugada", completa. Afinal, é nesse horário que o metabolismo se dedica à torra dos estoques gordurosos guardados durante o dia. A última dica é — vale sempre repetir — botar ação na rotina. Deixe o carro na garagem para andar ou pedalar pelo bairro, troque o elevador pela escada, não fique muito tempo sentado...

5. ATÉ QUE PONTO MINHA TIREOIDE PODE ATRAPALHAR A DIETA?

Localizada no pescoço, essa glândula controla, por meio de seus hormônios — tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3) —, o ritmo de funcionamento do corpo todo. "Em níveis adequados, o T3 e o T4 induzem a queima de gordura nos adipócitos, células que armazenam essas partículas", explica Sandra Villares. Mas há casos em que a tireoide fica preguiçosa e o metabolismo trabalha vagarosamente.
Trata-se do hipotireoidismo, doença que costuma ser provocada por um ataque do sistema imunológico contra a glândula. Dessa forma, é necessário apelar para o uso de hormônio sintético. "Vale enfatizar, porém, que apenas 5% dos obesos padecem da disfunção", diz Sandra. Há, ainda, os casos subclínicos, em que se detecta discreta deficiência hormonal, dentro dos padrões normais. Ok, a glândula está normal, mas a perda de peso se torna lenta. Haja força de vontade!
Aí, o melhor é cuidar da tireoide para ela não pifar de vez. "Dormir bem, combater o estresse e o cigarro preservam a glândula", garante Zilli. E o mais importante: manter o sal, mesmo que em doses comedidas, na alimentação. Ele contém iodo, indispensável para a fabricação dos hormônios. Por fim, fuja das dietas muito restritivas. "A carência de minerais como o zinco, dos frutos do mar, e o selênio, das castanhas, é nociva à tireoide", avisa Zilli. Ou seja, quem exagera na hora de fechar a boca pode ficar sem essas substâncias e disparar um tiro pela culatra.

Não raro os obesos apresentam níveis mais altos de TSH, hormônio produzido no cérebro e que estimula a tireoide. Isso não significa, necessariamente, um distúrbio na glândula, e sim uma tentativa do corpo de acelerar o metabolismo em resposta ao excesso de peso. Os níveis hormonais tendem a se normalizar com o emagrecimento

 

FONTE: http://saude.abril.com.br/

É mito que se pode comer bem mais no inverno

 

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Quando chega o inverno, a disposição para sair debaixo do edredon e ir malhar diminui e, ao mesmo tempo, a oferta de guloseimas como chocolates e fondues aumenta de supermercados a restaurantes.

Bom, mas como com o frio o corpo exige alimentos calóricos, tudo bem, né? ERRADO.

A nutricionista e fisiologista do esporte Jaqueline Bernardini explica que, no frio, os vasos sanguíneos e os músculos se retraem, o que demanda uma quantidade maior de energia para o corpo manter a temperatura média (cerca de 37,5 graus).

Mas, segundo ela, a necessidade calórica adicional é muito pequena - cerca de 50 kcal (menos que um bombom). O erro nas dietas, segundo Jaqueline, está em como a pessoa supre essa necessidade extra. “O corpo pede alimentos quentes.” Mas cabe a cada um escolher se irá tomar um chá verde ou um chocolate quente.

Aline de Piano Ganen, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que o inverno no Brasil não exige mudanças na alimentação. Somente em locais muito frios, como nas proximidades dos polos, demandam uma dieta mais calórica na estação.

Além disso, nesses locais, os dias são mais curtos o que, segundo a nutricionista da Unifesp, provoca queda nos índices de serotonina (transmissor responsável pela sensação de bem-estar). Alimentos calóricos, como o chocolate, dão essa sensação - fato comprovado em pesquisas científicas.

Outra questão que, segundo professores de educação física, também seria cultural é a fuga dos exercícios físicos. “No frio, as pessoas fazem menos atividades físicas”, diz o doutor em Ciências pela Unifesp, Denis Foschini. “No verão, expõem mais o corpo e, por isso, procuram controlar a alimentação e fazer mais exercício.”

O preparador físico Marcos Paulo Reis aconselha os praticantes de exercícios a redobrar o aquecimento nos dias frios. Também é importante manter pés, mãos aquecidos e cuidar da hidratação .

FONTE: As informações são do Jornal da Tarde e da Agência Estado.

Como preparar chá gelado?

 

Fazer um chá gelado correto não tem nada a ver com preparar o chá quente e colocá-lo na geladeira horas antes de servir. O chá gelado exige alguns cuidados preciosos, explica Carla Saueressig.

Primeiro, é preciso prepará-lo de forma concentrada. Ou seja: para fazer um litro de chá gelado, deve-se realizar a infusão da quantidade total de chá da receita em apenas 250 ml de água quente.

Depois disso, deve-se misturar com os 750 ml restantes de água gelada em uma jarra. Também é sugerido adicionar gelo e frutas na hora da mistura.
Desta forma, o chá conseguirá manter seus sabor e frescor característicos.

 

FONTE:  http://www.cliqueagosto.com.br/dicas/

Temperos e seus segredos

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Aplicações culinárias das ervas aromáticas e especiarias:

Açafrão Espanhol: Risotos, carne de carneiro, paellas, dobradinhas, sopas de peixe. 

Aipo Marrom: Aromatizar o sal, empregado em pratos cozidos e refogados. Alecrim - Carnes, peixes assados, molhos e aves. 

Alho: Um dos condimentos mais usados na culinária. 

Alcaravia-Kummel: Goulah, pratos de carne e caça, alguns queijos, biscoitos e pratos com maças.

Baunilha em favas: Perfumar cremes de patisserie, pudins, sorvetes, bolos e molhos doces. 

Canela: Especial para doces, cremes, pudins, mingaus, compotas de frutas, canjica, arroz doce, banana frita e vinho quente. 

Cebolinha: Vinha d'alhos, molhos, omeletes, pratos de peixes, aves e carnes. 

Coentro Grãos: Hors-d'ouvres, vinha-d'alhos, recheios, sopas e conservas de pepinos. 

Cerefolio: Tempero de Verduras e molhos, sugles e outros pratos feitos com ovos.

Colorífico: Usado como corante. Cominho Grãos - Tempero de carnes, peixes, pães, queijos, licores, chucrute e vinha d'alho para cogumelos. 

Cravo Flor: É parte integrante da confeitaria internacional, junto com a canela, como também em picles, pudins, molhos, como Presunto a Califórnia. 

Curry: Mistura de especiarias, originária da Índia. Utilizado em molhos para aves, carne de porco, camarão e arroz. 

Cardamomo: Tempera-se carnes, em substituição à pimenta-do-reino, e picles pães de gengibre e bolo de café. 

Endro Sementes: Aromatizar um grande número de pratos da cozinha internacional. 

Erva Doce: Molhos, sobremesas, biscoitos, bolos e cremes. 

Estragão Folhas: - Saladas verdes, molhos, sopas, carnes e frango. É um dos ingredientes das "Fines herbes". 

Feno Greco Sementes: Temperar carnes e picles. 

Gengibre Moído: Em muitos pratos salgados, principalmente as carnes, como também os Molhos, conservas, bolos, doces e bebidas.

Louro: Aromática em molhos, vinha d'alhos, feijão. Faz parte do "Bouquet garni", juntamente com a salsa e o tomilho. 

Manjericão: Especial para sopas, molhos, costeletas e pernil. 

Manjerona: Características semelhantes às do manjericão. 

Menta: Utilizada em diversos licores; aromatizando alguns pratos de carneiro, feitos à moda Árabe, chás, saladas e canjas. 

Mostarda Sementes: Molho de saladas, salsichas, pratos de carnes, aves e peixes. 

Noz Moscada: Empregada em vinha-d'alhos, assados, legumes, molhos brancos, doces de sabor delicado e em pães de massa fina. 

Orégano: Tempero típico da cozinha Italiana. Empregado em pratos de tomates, recheios de peixes, caldos de verduras e carnes, além das pizzas. 

Páprica: Utilizada no goulash, arroz, ensopados de carne, pratos de ovos e algumas saladas. 

Pimenta-do-reino - Branca: sabor mais suave, para ser utilizada em carnes brancas e maioneses. 

Pimenta-do-reino Preta: Carnes vermelhas. 

Salsa: Vinha d'alhos, molhos, saladas, pratos de carnes, aves e peixes. Faz parte do "Cheiro-verde" junto com a cebolinha. 

Sálvia: Sabor especialíssimo às aves, carne de porco, carneiro, vitela e peixes. 

Papoula Sementes: Usadas em pratos com legumes, ovos, queijos e confeitaria. 

Tomilho Folhas: Molhos, carnes, peixes e sopas. 

Zimbro: Pratos de caça, porco, patês e chutney

FONTE: http://www.cliqueagosto.com.br/dicas

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DICAS: Frutas secas

 

  • Deixe as passas numa peneira sobre o vapor da água fervente por cinco minutos. Elas ficarão mais macias e saborosas.
  • Polvilhe as passas com farinha de trigo antes de colocar na massa do bolo. Assim, elas não ficarão concentradas no fundo da fôrma.
  • Deixe as nozes por uma noite inteira dentro do congelador. Quebre enquanto elas ainda estiverem geladas. Assim, as nozes sairão inteiras das cascas.
  • Coloque os pinhões num recipiente com água e deixe ferver. Escorra, coloque água fria e deixe cozinhar. Não coloque sal, senão os pinhões endurecem. Depois de quarenta minutos, eles estarão cozidos e abertos.
  • Cozinhe as castanhas-do-pará numa panela de pressão. Quando estiverem prontas, escorra a água quente e deixe as castanhas em água gelada por algum tempo. Assim, as cascas se soltarão facilmente.

 

FONTE:  http://www.cliqueagosto.com.br/dicas

Como preparar leguminosas

 

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feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilhas secas - são alimentos com alto teor de proteína. A preparação inicial para a maioria dos grãos é a mesma.


1. Escolha os grãos para retirar pedrinhas e sujeira e lave bem.

 

 

 


2. Para pôr feijão e ervilha de molho: Deixe de molho no mínimo 4 horas ou de véspera. As lentilhas não precisam ficar de molho.

 

 


3. Um método alternativo rápido é colocar o feijão ou as ervilhas secas numa panela com água, ferver por 2 minutos e depois deixar de molho por 1 hora. O grão-de-bico, porém, precisa mesmo ficar de molho de véspera.

 


4. Seja qual for o método escolhido, escorra os grãos e enxágüe-os bem. Estão prontos para serem cozidos de acordo com a receita.

 

 


5. Para cozinhar: Coloque o feijão, lentilhas ou ervilha já escorridas numa panela com água fria (3 partes de água para 1 de grãos) e deixe levantar fervura. Tampe, diminua o fogo e deixe cozinhar até ficarem macias.

Tipos de Leguminosas

Há uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos de feijão, ervilha e lentilhas secas. Alguns dos mais comuns são:

o feijão-branco, de grãos de tamanho grande a médio, em forma de rim; o feijão comum, de grãos médios, lisos, com formato de rim, brilhantes, marrom-avermelhados, amarelados ou pretos;

o andu ou guandu, de grãos pequenos e arredondados, verde-claros; o feijão-azuki, grãos pequenos, ovais, lisos, brilhantes e marrom-escuros;

o feijão-jalo, de tamanho médio, em forma de rim, de cor marrom-amarelada quando cru e marrom-claro depois de cozido, sendo muito macio e saboroso;

o feijão-rajado, grãos pequenos e ovais, lisos, bege com manchas marrons; o feijão-fradinho, grãos pequenos, ovais, lisos, de cor creme, com pequena pinta preta e centro creme de um lado;

o feijão-manteiga, de grãos grandes, ovais ou redondos, achatados e esbranquiçados;

o feijão-pintado, grãos grandes brancos e pintados de vermelho;

o feijão-preto, grãos pequenos, ovais, lisos, brilhantes e negros, muito usado no Brasil;

grão-de-bico, grãos de tamanho médio, redondos, superfície um tanto irregular, bege-queimado;

ervilhas secas, pequenas, redondas ou partidas ao meio, podem ser verde-acinzentadas ou amarelas;

lentilhas, muito pequenas, em forma de disco, lisas, podem ser verde-acastanhadas, laranja-avermelhadas ou amarelas. Os grãos são de preparo fácil e podem ser servidos de muitas formas - refogados, cozidos, em sopas, ensopados e saladas.

O tempo de cozimento, para a maioria dos grãos, é de cerca de 40 minutos a 2 horas. As lentilhas cozinham em menos de 30 minutos.

FONTE: http://www.cliqueagosto.com.br/dicas

terça-feira, 29 de maio de 2012

Comer fora de casa não é desculpa para comer mal

 

Profissionais dão dicas para equilibrar os nutrientes no sanduíche e no bufê

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Mais vagas ocupadas no mercado de trabalho, mais renda, menos tempo disponível, menos qualidade na alimentação. É o que se pode concluir a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o consumo alimentar dos brasileiros: além de comer mais arroz e feijão do que os que têm salários mais altos, pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

Preparar o próprio alimento é a maior garantia de uma refeição de qualidade, garante o nutrólogo Paulo Henkin. Mas como fazer isso se você sai de casa pela manhã e só chega na hora de dormir? Estar ou não em casa é o que menos importa num cenário cheio de comidas congeladas e telentregas. É preciso entender que nem só de fast food se faz uma comida rápida.

— Comer rápido é diferente de comer com pressa. Eu posso levar meu sanduíche de casa e almoçar em 10 minutos com todos os nutrientes necessários — exemplifica o médico.

Da mesma forma, um bufê variado não é sinônimo de alimentação balanceada. A nutricionista Aline Moscoso explica que um erro comum nesses restaurantes é misturar mais de uma porção de amido: lasanha e arroz, por exemplo. Outro equívoco é em relação aos molhos. Na salada, os que são à base de maionese devem ser substituídos por molhos com iogurte. Também é preferível que as carnes sejam grelhadas, sem molhos ou frituras.

— O certo é termos uma fonte de arroz integral ou batata cozida, uma concha de feijão ou ervilha, uma carne magra e uma salada de quatro cores— afirma Aline.

No preparo do sanduíche, a lógica é a mesma: uma fonte de proteínas, carboidratos, ferro e os nutrientes da salada. A dica da nutricionista Paula Barbosa Correa é prestar atenção nas cores das saladas usadas no recheio:

— Os alimentos roxos, como a beterraba, podem substituir o feijão, já que são uma fonte de ferro, e os vermelhos, como o tomate, são ricos em licopeno, um poderoso antioxidante que combate os radicais livres, prevenindo doenças — exemplifica.

Em vídeo, nutricionista ensina como montar um prato saudável no bufê

 

 

FONTE: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/vida-e-saude/

Os segredos do azeite

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O azeite dá sabor, aroma e cor. Melhora as texturas. Versátil como poucos ingredientes culinários, ele integra os alimentos, personaliza e identifica um prato. O bom e velho azeite de oliva faz parte dos hábitos das regiões mediterrâneas e está presente em boa parte de nossa história.

Você conhece aquele ditado popular que diz: "A melhor cozinha é a azeiteira", Não? Pois bem, o azeite de oliva  produto tradicional que confere gosto e aroma únicos à alimentação, é a gordura mais saudável de que se tem notícia se não alterada sua temperatura. O azeite de oliva virgem e extra virgem deve ser consumido cru. Para alterar a temperatura utilize o azeite de oliva refinado ou um óleo como o de canola. O óleo que aguenta maiores temperaturas ainda é o óleo de soja.

A palavra azeite vem do árabe Az + zait e quer dizer sumo de azeitona. Ele está presente em inúmeros mitos e lendas, principalmente das eras Egípcia, Grega e Romana. O azeite de oliva é um óleo vegetal extraído da azeitona, fruto de uma árvore de porte médio de várias ramas e troncos retorcidos muito resistente e com raízes que podem atingir seis metros, conhecida como oliveira (olea europea). Também chamada de "árvore da eternidade", pois pode viver mais de 500 anos, foi introduzida nas regiões do mediterrâneo por fenícios e sírios, nos primórdios da civilização. Ela foi cultivada pela primeira vez há mais de 5.000 anos, na região onde se encontram atualmente a Síria, o Líbano, a Palestina e Israel. Foram achadas em camadas que correspondem ao início da Idade do Bronze - com vestígios de instalações que serviam para a produção de azeite, além de inúmeros fragmentos de grandes potes destinados a guardar este precioso líquido.

Porém, há indícios que os egípcios usavam o azeite há 6.000 anos! A seleção das azeitonas, a separação de ramos e impurezas são tarefas importantes. Os demais azeites são extraídos de um grão, uma semente ou noz.

Desde a Síria, o cultivo dos campos de oliva se estendeu e com decorrer dos tempos os gregos foram os primeiros a exportar o azeite. A bacia do Mediterrâneo apresenta os níveis mais elevados de produção e consumo de azeite. Não é à toa que no ano passado, o Brasil importou cerca de 30 mil toneladas. A Grécia é o maior consumidor per capita (19 litros) e os espanhóis lideram a produção com mais de 600 mil toneladas anuais.

Dieta mediterrânea

Quer numa cozinha tradicional, quer na mais sofisticada, o fundamental é escolher um azeite de qualidade. Utilizado em cru (como tempero), em cozinhados (como ingrediente), bem quente (como meio de cozedura) ou a frio (como agente conservador de enchidos e queijos), o azeite marca presença na cozinha, não conhecendo limites nos doces e salgados. Ele pode acompanhar tanto saladas quanto massas, além de integrar no preparo de maioneses, frituras, pães, torradas...hum.

O resultado de pesquisas realizadas em todo o mundo tem apontado para os benefícios do azeite de oliva na dieta que se convencionou chamar de Dieta mediterrânea constituída ainda por peixes, frutas, legumes, massas e vinho. Rico em vitamina E, ácidos gordos monoinsaturados, o azeite favorece a mineralização óssea, combate o envelhecimento dos tecidos e órgãos em geral, contribui para o bom funcionamento da vesícula biliar e o restante do aparelho digestivo. Ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes. Na pele tem efeito protetor da epiderme. Quando o azeite é extravirgem, os seus benefícios para a saúde são imensos: pode-se prevenir doenças coronarianas, câncer, principalmente de intestino e mama e o envelhecimento.

Acidez

Os melhores azeites são aqueles que têm no máximo 1% de acidez. Já aqueles com mais de 3,3% precisam ser refinados e submetidos a tratamentos químicos, antes de ser comercializados. O Azeite de oliva virgem é o azeite de baixa acidez, extraído da azeitona madura, somente por processos mecânicos, isto é, para sua obtenção não é usado nenhum processo térmico ou químico.

Podendo ser submetido apenas aos tratamentos de lavagem, decantação, centrifugação e filtração. O fator mais importante na determinação da qualidade do azeite de oliva virgem é a baixa acidez.

Para garantir o sabor, aroma e qualidade do azeite, é necessário mantê-lo em temperatura constante. Evite que a lata ou a garrafa fique aberta em ambiente claro e de alta temperatura. Guarde o azeite usado em frituras em recipiente esmaltado ou inoxidável, pois assim você estará protegendo da oxidação. Lembre-se de proteger o azeite da luz, principalmente se a embalagem for de vidro.

O melhor local para guardá-lo é em armários fechados. Dica: Ao comprar o azeite, lembre-se também de fazer a escolha de acordo com a utilização pretendida. Do mesmo modo que se escolhe um bom vinho para cada prato, também o azeite será diferente no alimento e o cozinhado a preparar. Bom apetite!

Tipos de Azeite

  • Azeite de Oliva extravirgem
    Este tipo tem sabor e aroma excelentes! Acidez máxima de 1g/100g. Ideal para temperar pratos crus, saladas, molhos e carpaccios.

  • Azeite de Oliva virgem fino
    É o azeite obtido nas mesmas condições que o extravirgem. A diferença é a acidez, em torno de 1,5g/100g.

  • Azeite de Oliva virgem semifino
    Possui bom aroma e sabor. A acidez chega a 3g/100g.

  • Azeite de Oliva refinado
    É o azeite obtido da refinação do tipo virgem, processo que não altera a estrutura glicerídica original do azeite e nem os seus aspectos nutricionais. Entretanto, o sabor e aroma são inferiores aos do azeite virgem. Possui mais de 3g/100g de acidez.

  • Azeite de Oliva puro
    É conhecido como azeite de oliva. Ele é oriundo da mistura de dois tipos: virgem e refinado.  Possui abaixo de 2g/100g de acidez.

  • Azeite de Oliva orujo
    É o azeite obtido dos resíduos (pasta) de prensagens das azeitonas com solventes. Para ser consumido necessita ser refinado.

Cozinhando com azeite

Além das suas qualidades dietéticas, o azeite ocupa um lugar insubstituível no plano gastronômico. Atualmente, faz parte de uma certa "arte de viver" e o seu consumo não se restringe às zonas de origem do cultivo da oliveira. É um dos sinais de uma culinária de qualidade, que atribui a cada alimento o lugar que lhe compete numa alimentação inteligente e equilibrada.

Em cru

O azeite conserva todas as suas propriedades como condimento de saladas, peixes ou legumes cozidos, ou quando é utilizado em molhos, como por exemplo a maionese.

Em sopas, acabadas de cozer, o azeite mantém igualmente as suas propriedades gustativas e dietéticas, ainda que perca um pouco do seu aroma. Por isso é aconselhável juntar à sopa um segundo fio de azeite, quando a sua temperatura tenha já baixado um pouco.

Em guisados e estufados

Em fogo brando, a cozedura faz-se com o suco das carnes ou legumes que se desprende destes alimentos e do líquido que se lhes junta. Mantêm-se sabores e os aromas concentram-se, sobretudo se o cozinhado se processar num recipiente fechado.

Em assados

As temperaturas para assar, especialmente carnes, são inevitavelmente altas. Dada a sua estabilidade, o azeite não é a gordura mais indicada para assados. Utilize óleo de canola.

Em grelhados

Na brasa, o azeite ajuda a cozinhar, protegendo o alimento perfumado, ou não, de ervas, para que este, à mistura com a própria gordura do alimento, lhe empreste um sabor e aroma irresistíveis.

Em frituras

Para uso em frituras o azeite é considerado frágil e inapropriado, pois contém gordura saturada em pequena quantidade e altera o aroma dos alimentos quando exposto ao calor EXCESSIVO das frigideiras e fritadeiras. Utilize óleo de soja ou de canola.

Azeite e Saúde: uma combinação que dá certo

Você sabia que o azeite, além de dar um toque especial na sua comida, ainda pode ajudar a manter sua saúde em ótimas condições?

Pois é, ao estudar os hábitos alimentares das diferentes populações, a comunidade médica internacional verificou que a alimentação, rica em azeite, dos países costeiros do Mediterrâneo podia explicar os níveis reduzidos de colesterol no sangue e uma baixa incidência de doenças cardiovasculares, em comparação com os habitantes da América do Norte e da Europa Central.

Surgiu, assim, a expressão "dieta mediterrânica", na tentativa de recuperar as tradições alimentares dos habitantes da bacia do Mediterrâneo (Portugal, Itália, França, Grécia e Espanha, entre outros).

Essa dieta é caracterizada por

  • Abundância de alimentos vegetais, pão, produtos cerealíferos, vegetais e legumes;
  • Fruta;
  • Quantidades baixas a moderadas de produtos animais;
  • Azeite como principal fonte de gordura;
  • Escassez de ácidos gordos saturados;
  • Abundância de hidratos de carbono e fibras.

Os resultados deste estudo revelaram que países como Itália, Grécia, Jugoslávia e Japão, onde a dieta é tradicionalmente rica em gorduras vegetais (como o azeite), registam uma incidência muito menor do enfarte do miocárdio, enquanto nos EUA, Finlândia e Holanda, onde se verifica um consumo elevado de gorduras de origem animal, há uma alta incidência de doença coronária.

O azeite virgem é um sumo de fruta 100% natural, que conserva o sabor, aroma, vitaminas, antioxidantes e todas as propriedades da azeitona. É rico num tipo de gordura saudável ("gordura monoinsaturada"), que reduz o "mau" colesterol (LDL) no sangue, mantendo o nível do "bom" colesterol (HDL). Deste modo permite um equilíbrio saudável entre estes dois tipos de colesterol.

O "mau" colesterol deposita-se nas paredes internas das artérias, estreitando-as e causando aterosclerose, que pode conduzir a um enfarte do coração e a paragem cardíaca. O "bom" colesterol (HDL), pelo contrário, protege-nos do enfarte do coração. Pelos seus efeitos saudáveis sobre a gordura do sangue, o azeite diminui o risco de enfarte cardíaco.

 

FONTE:  http://www.cliqueagosto.com.br/dicas

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Compras nutritivas e... baratas

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Orçamento apertado não é mais desculpa para comer de forma errada. Veja opções econômicas e saudáveis

 

Por que os alimentos saudáveis sempre são mais caros? Eis uma pergunta que passa pela cabeça de muitas pessoas ao visitar as gôndolas dos supermercados. Mas tudo é uma questão de saber onde e o que procurar. VivaSaúde consultou diversos especialistas que provam que não é preciso gastar muito para ter refeições balanceadas e diversificadas.

A carne moída é mais bem metabolizada pelo corpo, pois já vem em parte triturada

A proteína é importante para o funcionamento do corpo e das células, e sempre que pensamos nela, as carnes vermelhas vêm imediatamente à cabeça. Mas, infelizmente, este item nem sempre sai barato, principalmente os cortes nobres. Mas dá para aproveitar os tipos mais em conta, que têm o mesmo aporte deste e de outros nutrientes, como a vitamina B12. "Você pode escolher a moída, por exemplo, que é mais bem metabolizada pelo corpo, pois já vem em parte triturada", ressalta José Alves Lara Neto, médico nutrólogo e membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Uma carne também saudável é a dos peixes. E a boa-nova é que dá para investir naqueles mais baratos e ainda assim, nutritivos. Uma das melhores pedidas é a sardinha: "Ela tem 110 mg de cálcio e é rica em ômega-3, um óleo de natureza importante para o organismo", lista Lara Neto. O atum também é opção, mas o que compramos aqui no Brasil não tem o ácido graxo em sua composição, por ser criado em cativeiro no Chile e não vir de águas geladas, como esclarece o especialista. Outra boa pedida é o porco. A ideia de que ele é mais gorduroso se provou falsa. "Estudos recentes revelaram que atualmente a carne suína tem menos colesterol do que a de boi e a de frango", indica a nutricionista Camila Barrella, da Parâmetro Nutricional (SP).

LISTINHA SALVADORA
Veja os alimentos saudáveis que não podem faltar no seu carrinho de compras, e como não pesam tanto assim no bolso.

ALIMENTO   NUTRIENTES VALOR MÉDIO*
Arroz Integral   Fibras, fósforo, ferro, cálcio, vitamina B R$ 6,50 (1 kg)
Feijão-Carioca   Ferro, potássio, fósforo e cálcio R$ 4,00 (1 kg)
Carne Moída   Proteínas, vitamina B12, ferro, vitaminas A, D e E R$ 5,20 (1 kg)
Lata de Sardinha   Ômega-3, cálcio R$ 2,50
Ovos   Proteínas, colina, ácido fólico, ferro, zinco R$ 2,80 (a dúzia)
Batatas   Vitamina B, fósforo, ferro, potássio e cálcio R$ 1,59 (1 kg)
Pera   Sódio, potássio, ferro, vitaminas A e C R$ 3,50 (500 g)
Banana-Nanica   Potássio, vitaminas A, B6, C e K R$ 2,00 (1 kg)
Abacate   Potássio, vitamina A, ácido fólico R$ 1,50 (1 kg)
Escarola   Zinco, ácido fólico R$ 1,85 (maço)
Alface   Cálcio, fósforo, ferro, vitaminas A e C R$ 1,80 (maço)
Repolho   Fibras, vitamina C, potássio, cálcio e fósforo R$ 1,40 (1 kg)
Abóbora-Moranga   Fósforo,potássio, cálcio, magnésio, ferro, vitaminas A e complexo B R$ 1,60 (1 kg)

*Preços calculados pela média dos produtos no site dos supermercados sonda em Abril/2012. Fonte do quadro: Daniela Jobst, nutricionista funcional 

Muita variedade
Mesmo assim, não é preciso comer carne todo santo dia; ela pode ser trocada por outros alimentos. Uma opção são os ovos, encontrados por preço bem em conta. Como indica a nutricionista clínica Janice Chencinski (SP): "eles são versáteis nos tipos de preparações e dá para consumi-los até duas vezes por semana". Além disso, não se deve esquecer que a gema é rica em colina, nutriente importante para o funcionamento do cérebro. E como variar sempre é bom, algumas leguminosas podem trazer um aporte de proteínas. "Misturas como ervilha com milho, soja com trigo integral... Esses são 'casamentos proteicos' muito interessantes na substituição das carnes em dietas saudáveis", enumera Janice. E a dupla mais brasileira da alimentação, o arroz com feijão, é um dos maiores exemplos de benefícios. "Um tem um aminoácido que falta no outro, eles se completam. Essa junção nos dá a proteína de alto valor biológico, isso se forem misturados na proporção de duas colheres para uma concha", diz o nutrólogo. O tipo de feijão não importa. Se a ideia é emagrecer, invista no carioca, menos calórico.

Ervilha com milho e soja com trigo integral são casamentos proteicos que substituem as carnes

Já no caso do arroz, é bom gastar um pouco mais e privilegiar o integral, que tem maior quantidade de fibras, nutrientes que formam um gel no bolo alimentar e fazem que a glicose e o colesterol sejam absorvidos lentamente. "Ele também contém proteínas e sais minerais, como fósforo, ferro e cálcio, e vitaminas do complexo B", ressalta Camila. Mais um ponto contra os refinados é um estudo recente feito em Harvard (EUA). Cientistas, depois de analisarem pesquisas orientais e ocidentais, apontaram uma ligação do consumo do grão refinado com o diabetes tipo 2.

Outro grupo rico em proteína é o dos laticínios, que contêm muitos carboidratos e o cálcio, importante para os ossos. Mas o leite pode pesar na conta. Mesmo assim, é mais barato que seus derivados. "Ele é indispensável para a alimentação", aponta Camila. O ideal é consumi-lo desnatado, evitando as gorduras. Os iogurtes também são liberados para a lista e são fáceis de encontrar. E não se deve esquecer das gorduras insaturadas, por aumentarem o colesterol bom (HDL). O azeite é rico neste nutriente, mas você pode substituí-lo também pelo óleo de canola, que tem vários ácidos graxos, como os ômegas 3 e 6.

Direto da horta
Já que o arroz integral sai mais caro, mas é essencial para uma dieta saudável, ele pode ser alternado com a batata, estrela das promoções na feira e outra fonte importante de carboidrato, que muitas vezes é considerada uma vilã. Tudo bem que ela é altamente calórica, mas quando consumida na hora certa, traz benefícios, por ser rica em vitaminas do complexo B. "Ela deve ser consumida cozida, assada ou ensopada e o ideal é que seja no almoço, e numa porção de até 150 gramas", explica a nutróloga Sylvana Braga (SP).

Uma boa dica são as hortaliças da estação. Por haver mais itens delas para vender, os preços tendem a ser menores. No caso das frutas, também dá para congelar. "Algumas valem mais a pena: a goiaba, a manga, a acerola e o morango... Mas evite fazer isso com aquelas de casca durinha, como a maçã, pois por ter capa de peptina, elas estouram e perdem o sabor", ensina Lara Neto. Mas é bom lembrar que o valor nutritivo diminui conforme o tempo armazenado. O ideal é congelar a polpa, para depois fazer sucos e doces. "O resfriamento de frutas inteiras ou em pedaços não é a melhor forma de conservação, pois elas ficam moles ao serem descongeladas", ressalta a nutricionista Janice. A única que pode ser lavada, secada e resfriada é a jabuticaba.

Já os vegetais sem agrotóxicos, encontrados a preços mais altos, não são tão vantajosos assim. Para o nutrólogo, apesar de não conterem os venenos, eles são suscetíveis a bactérias, mais perigosas. Mas se você tem medo dos pesticidas, a nutricionista funcional Daniela Jobst (SP) dá a dica: "prefira alimentos convencionais com menor risco de estarem intoxicados: cebola, aspargo, brócolis, abacate, abacaxi, manga, kiwi e banana".

Outra forma de economizar nestes itens é aproveitar os talos em várias preparações. "Uma frase popular diz que a vitamina está na casca. Se você não consumi-la perde as fibras, e dependendo da cor, alguns nutrientes como carotenoides que se concentram ali", explica Janice. Essas partes, consideradas restos, podem ser usadas na preparação de sopas, tortas, omeletes e até saladas.

De grão em grão
Quando o assunto são os grãos, a aveia é uma boa pedida. "É uma pechincha nutricional, por ser barata e ter propriedades, como a redução do colesterol", explica a especialista. Encontrada em farelo, flocos e farinha, permite variedade de consumo. Nozes, amêndoas, sementes de abóbora e gergelim também fazem parte de um cardápio saudável.

Estes itens podem sair mais baratos ainda se comprados a granel. Porém, é preciso ficar de olho nas condições em que o produto está exposto, já que o recipiente também serve para proteger o alimento de algumas condições do ambiente. "A exposição à luz, ao ar e ao calor afeta o teor de vitaminas como a C, sensível a estes fatores", explica Janice. Tente descobrir quando os supermercados recebem estes itens, para comprá-los nesse dia. Confira se os sacos expostos estão bem lacrados, pois é possível que ocorra a proliferação de fungos. Por isso, verifique o local e a forma como estes itens foram acondicionados. Com essas dicas, falta de dinheiro não é mais desculpa para não se alimentar melhor.

Economizar!

A quantia que você gastará no mercado está em suas mãos. Coloque em prática estas dicas:

> Faça uma lista de compras. Já saia de casa sabendo o que colocará em seu carrinho. Uma boa ideia é planejar de antemão os pratos e combinações que pretende fazer na semana.
> Não faça compras com fome. Quando o estômago está roncando, é mais fácil comprar aquelas tentações ricas em sabor, mas pobres em nutrientes para o seu prato e sua saúde.
> Evite pratos prontos e industrializados. Além de sair muito mais barato fazer a comida em casa, quanto mais naturais forem os ingredientes, menos químicos e conservantes eles têm.
> Aposte em outros condimentos além do sal. As ervas como salsinha, tomilho e manjericão são cheias de nutrientes e fitoquímicos, que atuam como antioxidantes, anti-inflamatórios, entre outras funções.

 

FONTE: por Natasha de Franco

http://revistavivasaude.uol.com.br/

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Programe seu cérebro e afine já !

Pode acreditar, pensamentos positivos e frases de força e otimismo fazem o corpo agir a seu favor, libertando-a, definitivamente, da escravidão das dietas!

"engordei, mas sei que posso voltar ao peso em que me sinto bem"

Você fecha a boca por alguns dias, faz promessa para a sua santa de devoção e realiza cálculos mirabolantes com o calendário nas mãos para chegar magra até um determinado evento. Como se não bastasse toda essa pressão, ainda fica colocando em xeque a sua capacidade de alcançar o peso ideal, além de não poupar críticas e agressões a si mesma, por estar nesta situação. Ora, com todo esse sofrimento e baixo-astral, torna-se muito difícil não só emagrecer, mas também continuar magra. Afinal, ninguém agüenta tamanha tortura por muito tempo, certo? Acredite: nós não somos apenas o que comemos, mas também o que pensamos e falamos. Por isso, cuidado com o que pensa e fala quando o assunto é perder peso. Não adianta contar com milagres, para emagrecer, é preciso alterar alguns padrões. E lutar contra essa exigência é perda de tempo. Você pode até eliminar alguns quilos, mas eles voltam, pois a forma como se coloca diante do problema (excesso de peso) continua a mesma.

Uma ferramenta para ajudar nesta mudança de padrões, vem ganhando força nos últimos tempos: é a Programação Neurolingüistica (PNL). Criada na década de 60, dentro de uma universidade de Psicologia, na Califórnia, EUA, a técnica surgiu com base no que havia em comum em diferentes métodos terapêuticos e com o objetivo de desenvolver estratégias eficazes e decisivas, para levar o indivíduo à excelência em áreas como trabalho, educação e saúde. Por isso tem sido muito útil para pessoas que buscam o emagrecimento.

Mudando o discurso

Veja alguns exemplos de frases que, segundo os profissionais de PNL, são mal-empregadas e como podemos substituí-las por outras mais encorajadoras e eficientes

1- em vez de: "eu não posso" e "eu não consigo" Prefira: "eu não quero"

Explicação: "As primeiras frases indicam que a pessoa não está se posicionando diante de uma situação. Ela não está suficientemente determinada e cria justificativas. A troca sugerida significa que ela substituiu a vulnerabilidade pela decisão. Em uma reunião de amigos, por exemplo, ao dizer que não pode comer determinado alimento, abre espaço para todo tipo de interrogatório: ´Não pode por quê?ʼ, ʻ Está doente?ʼ etc. Ao dizer um simples NÃO, obrigada, toma uma atitude firme e sem dar margem a especulações", explica Karim Khoury.

2- Em vez de: "eu deveria" Prefira: "eu poderia"

Explicação: A primeira frase passa a idéia de obrigação e sacrifício. Ao dizermos "eu devo emagrecer", bate automaticamente uma sensação de culpa pelos descuidos que nos permitimos e de penitência. Mas, quando trocamos por "eu posso emagrecer", assumimos o poder sobre a situação. Trata-se de uma afirmação que demonstra liberdade de escolha.

3- Em vez de: "engordei porque perdi o namorado, parei de fumar ou estou com problemas no trabalho"
Prefira: "engordei"

Explicação: ficar arrumando justificativas não ajuda em nada, apenas livra a pessoa de responsabilidade. Responder pelos próprios atos, no caso, pelo excesso de peso, é um grande passo para o emagrecimento. Por outro lado, ficar se apoiando em desculpas só vai reduzir ainda mais o seu poder de mudança. O que você prefere: bancar a coitadinha ou ficar em forma?

4- Em vez de: "perder peso é um grande problema para mim. Sempre emagreço e volto a engordar" Prefira: "atingir o peso ideal é um processo e uma oportunidade para que eu melhore a minha qualidade de vida"

Explicação: Aqui, temos mais um sinal de auto-sabotagem. "Com a primeira afirmação, o inconsciente tem como registro todas as tentativas fracassadas; portanto, de nada vai adiantar um recomeço. Os resultados seriam apenas temporários. Já, na segunda, a palavra ʻprocessoʼ mobiliza o inconsciente para uma série de ações progressivas e com uma direção definida. Isso pressupõe paciência, algumas tentativas e empenho. E o termo ʻoportunidadeʼ sugere algo que traz benefícios", afirma Karim.

5- Em vez de: "espero que dê certo" Prefira: "eu sei que vai dar certo"

Explicação: Quando dizemos "eu espero" deixamos claro que há dúvidas e uma chance pequena de que algo aconteça. Mas, ao trocarmos por "eu sei", revela uma certa força na afirmação, um grande otimismo; é a troca da dúvida pela certeza. Dessa forma, dificilmente nos permitimos entregar os pontos e somos impulsinonadas a fazer de tudo para alcançar um objetivo. Passamos, sobretudo, a nos apoiar nas vitórias, além de aumentar nosso ânimo.

6- Em vez de: "engordei, e agora?" Prefira: "engordei, mas sei que posso voltar ao peso em que me sinto bem"

Explicação: A grande dúvida, transmitida na primeira frase, é cercada por medo e uma boa dose de pessimismo. Como a solução não vai cair do céu e ninguém resolverá o problema por você, não tem jeito, não dá para se esconder. É preciso encarar a situação de frente

7- Em vez de: "eu sou gorda" Prefira: "eu estou gorda".

Explicação: Ser gordo é algo definitivo, mas estar gordo não, pois pode ser temporário. Na segunda frase, enxergamos uma possibilidade de mudar, de sair da condição de gordo. Quando a escutamos, temos a sensação de que se trata de um problema que pode ser resolvido a qualquer momento, basta que atitudes corretas sejam tomadas.

8- Em vez de: "preciso perder peso" Prefira: "quero emagrecer para ter satisfação" explicação: Segundo Márcia Dolores, essa troca facilita e ajuda a pessoa a persistir e a manter o peso. "Isto acontece porque a palavra ʻperderʼ nos remete a sofrimento e privação. Ninguém quer perder nada", comenta.

Segundo Karim Khoury, trainer em programação neurolingüística peela Sociedade Brasileira de PNL, muitos dos comportamentos são in- conscientes, incluindo os alimentares. A boa notícia, no entanto, é que é possível reprogramar práticas que dificultam a redução e a manutenção do peso alcançado. "Em geral, essa instabilidade na silhueta é resultado de comportamentos alimentares automatizados. Mas podemos mudar atitudes e crenças que nos impedem de atingir nossos objetivos", comenta o terapeuta.

 

Pense e faça acontecer

A PNL defende o famoso conceito de que corpo e mente devem caminhar jun- tos. Ou seja, não adianta, por exem- plo, tomar remédio para emagrecer e depositar nele toda a responsabilidade para acabar de vez com o excesso de gordura. Também não adianta se matricular na academia e fazer uma dieta e ficar se lamentando ou dizendo que você não consegue ou não é capaz de atingir seu objetivo. O ideal é escolher as opções de dieta e atividade física que mais se aproximam da sua realidade e fornecer para o seu cérebro idéias fortes e positivas de sucesso, como por exemplo, acreditar em um bom desempenho porque você se dedica e sente prazer em estar com saúde e em boa forma. "As mudanças precisam respeitar nossos valores, senão tornam-se agressivas para a dinâmica de qualquer um", avisa Márcia Dolores Resende, psicóloga e diretora do Instituto Saber Ser, de São Paulo.

Depois que descobriu a PNL, a gerente administrativa Edilene Apa-recida Peres, de 38 anos, de Santos, SP, passou por uma grande transformação em sua vida. "Ao perceber que as mudanças começavam em mim e reconhecer a importância de me livrar de comportamentos que me impediam de seguir em frente, tudo mudou. Além de emagrecer 15 quilos, minha auto-estima aumentou e a vida social e profissional melhorou bastante", conta.

Assumindo os próprios atos

Antes que você pense em lavagem cerebral ou qualquer coisa do tipo, saiba que a PNL não impõe regras. Ninguém vai jogá-la na fogueira, caso cometa deslizes ou tenha recaídas. "A proposta não é manipular estados emocionais, anulando o que a pessoa sente, mas fornecer elementos para que ela adquira liberdade emocional e melhore a sua qualidade de vida. Um dos pressupostos básicos do método é que, em cada situação, o indivíduo age sempre da melhor forma possível, com os recursos de que dispõe no momento", comenta Karim Khoury.

Foi o que aprendeu a estudante Luísa Ramos Rodrigues, de 18 anos, de Piracicaba, SP. "Cresci ouvindo que não poderia deixar comida no prato. E, como sou de uma família italiana, boa de garfo e que adora uma mesa farta, não é difícil imaginar que as gordurinhas a mais surgiram cedo. Fiz vários regimes, mas sempre emagrecia e voltava e engordar. Aos 17 anos conheci a PNL e descobri como utilizar o controle que estava em minhas mãos e eu nem me dava conta. Abandonei a idéia de emagre- cer para algum período ou even- to e passei a pen- sar em emagreci- mento como uma mudança de hábi- to para o resto da vida. O melhor é que o equilíbrio que adquiri aca- bou servindo não só para me ajudar a eliminar o excesso de peso, mas para tudo que desejo conquistar", conta.

Tenha foco
Apesar da flexibilida- de do método, vale lembrar que você tem um objetivo a alcançar. Então, ao cometer um deslize, não dá para ficar se apoiando em desculpas ou fugir da raia. "Quando decidir abusar na comi- da, por exemplo, assuma a responsabi- lidade. Ao admitir seus atos, você se coloca numa posição forte, de poder."

Por exemplo, se resolveu dar o cano na aula de ginástica ou não conseguiu sair mais cedo da cama para a sua cami- nhada diária, evite o discurso: "eu não fui porque o tempo estava ruim" ou "eu não fui porque o trabalho está me deixando muito estressada". Limite- se a um "eu não fui porque não quis". Percebe como desta forma você garan- te o domínio da situação? Caso contrá- rio, se as primeiras justificativas se tor- narem uma verdade para você, ao sinal de uma nuvem mais escura no céu ou de um dia puxado no trabalho, o seu treino vai por água abaixo. Dispense as justificativa e vá em frente.

Caminhos do bem
O curso de PNL conta com três programas:

1. Practitioner Neste programa são abordados temas como formulação de objetivos, infl uência da comunicação sobre os outros e técnicas para mudanças de crenças e comportamento e autodesenvolvimento.

2. Master Aqui, o processo de modelagem e mudança de crenças é abordado com maior profundidade.

3. Trainer Esta etapa ensina a técnica eficientepara a transferência do conhecimento adquirido a outra pessoa.

Outra opção é o coaching
Trata-se de um processo de desenvolvimento, que ajuda a melhorar a performance e a qualidade de vida. "O coaching oferece tarefas para avaliar os resultados alcançados. Pode usar diversas técnicas, até mesmo a PNL, para ajudar o cliente a atingir determinado resultado, como, por exemplo, o emagrecimento e o controle da compulsão alimentar", comenta a terapeuta Karm Khoury. Tudo isso funcionaria como uma opção mais rápida, pragmática e prazerosa à tradicional terapia.

O poder das palavras

Quando o assunto é o excesso de peso que car- regamos ou a nossa capacidade de emagrecer, nem sempre somos muito cuidadosas ao escolher as palavras. É muito comum adotarmos frases pessi- mistas ou que, de certa forma, nos agridem ou diminuem a nossa capacidade de mudar, algo do tipo "não posso", "não consigo" ou "sou um fracasso". Segundo Márcia Dolores, ao agirmos assim, acabamos fortalecendo um úni- co projeto: o de continuar engordando. "Se o cérebro tem um caminho me- lhor, ele vai por este lado. Precisamos, portanto, buscar alternativas positi- vas, que, por sua vez, podem interfe- rir na maneira como o pensamento é estruturado", comenta.

Ninguém está dizendo que, só de usar frases mais otimistas, você irá emagrecer. É óbvio que isto depende de outros fatores, como alimentação equilibrada e prática regular de ativi- dade física. Mas, esta técnica, defendi- da pela PNL, é mais uma de suas armas para ajudá-la a se manter firme num processo de mudança. E mais: sem ficar se colocando lá embaixo, ques- tionando a própria capacidade, nem fazendo previsões pessimistas. "As pa- lavras exercem influência sobre o nos- sos sentimentos e comportamentos.

Por esse motivo, precisamos tomar muito cuidado ao empregá-las, pois da mesma forma como elas podem ser motivadoras, também se tornam obstáculos para alcançarmos os nos- sos objetivos", completa Karim.

 

FONTE: Por Françoise Gregório

http://dietaja.locaweb.com.br

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